Açude Pinhões agoniza e preocupa comunidade

Construído na década de 50 e administrado pelo Dnocs – Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, o açude de Pinhões passa por uma situação preocupante no que diz respeito ao volume de água e cuidados na questão ambiental.

Implantado numa das regiões mais secas do Brasil tinha como finalidade principal o consumo humano e sedentação animal, mais com o passar do tempo essas prioridades foram invertidas e o manancial passou a ser uma fonte especialmente usada para produção agrícola irrigada. O uso de agroquímicos fez com que a população evitasse consumir a água do açude e as cercas das roças passaram a impedir o acesso direto dos animais.

Uma constatação que causa perplexidade é o abastecimento da comunidade, que tendo na porta um açude com capacidade de armazenamento superior a 15 milhões de metros cúbicos, não pode beber da água ali armazenada e depende hoje do abastecimento oriundo do Rio São Francisco através da Adutora do Forró.

Não bastasse a seca, uma das maiores já vistas, segundo moradores, a mortandade de peixes é impressionante. “É comum vermos garças andando no que restou de água, se aproveitando de cardumes que debatem sem oxigênio e quando não viram alimento para esses predadores, terminam morrendo nas margens do lago”, disse um morador.

Denúncias, já publicadas em outras oportunidades, de poluição por rejeitos da mineração Caraíba voltaram a ser tema na comunidade, que cobra providencia e fiscalização por parte dos órgãos ambientais.

Fonte de alimento e geração de renda o Açude de Pinhões definha comprometendo a economia do distrito no que diz respeito ao alimento, o turismo e o comércio.

A comunidade, impaciente, alimenta a esperança que órgãos como, DNOCS, Governo do Estado e Prefeitura de Juazeiro, adotem medidas que evitem a morte definitiva do maior açude da região.

Dentre as sugestões estão uma fiscalização mais presente, campanhas educativas, dragagem imediata e aumento do sangradouro, antes das chuvas ansiosamente esperadas pela comunidade. (Blog Geraldo José)

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